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A abertura do escritório da Vital Strategies na capital paulista reforça o compromisso de longo prazo da organização com o Brasil, além de seguir diretriz institucional  da  entidade que se tornam cada vez mais globais, e, ao mesmo tempo, mais próximos da realidade e dos parceiros dos países onde atuam.

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Políticas públicas baseadas em evidências e recomendadas pela OMS (Organização Mundial de Saúde), como a taxação e a restrição do marketing e da venda de alimentos não saudáveis, além de uma rotulagem de alerta clara; o aumento nos preços de cigarros e a proibição de cigarros com sabores; a redução da velocidade, o reforço nas fiscalizações e campanhas de mídia de massa, além de intervenções urbanas que tornem as cidades mais seguras e agradáveis para pedestres, ciclistas e que priorizem modos coletivos de transporte são algumas das medidas comprovadamente eficazes para nos ajudar a reverter esse cenário. No entanto, os desafios não são poucos e, como comentado na quinta-feira pelas nossas debatedoras, a Diretora Executiva da ACT, Paula Johns, e a nossa COO, Tamar Renaud, enfrentamos a resistência de diversas indústrias  cujos interesses acabam por prevalecer sobre o interesse público e interferem na formulação de políticas eficazes.

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À medida que nos aproximamos da Segunda Semana Global de Ação sobre Doenças Não Transmissíveis (DCNTs), de 2 a 8 de setembro de 2019, a NCD Alliance nos convida a começar a compartilhar os planos para a semana através do site enoughncds.com.

A Semana para Ação sobre as DCNTs aproveitará os pontos fortes da comunidade de DCNTs e o momento para a Reunião de Alto Nível das Nações Unidas (HLM) na UHC em 23 de setembro. Estamos unificando o movimento das DCNTs e além do nosso direito à saúde para dizer: "BASTA. Garantia de Vida Saudável para Todos: Doenças Crônicas Não Transmissíveis e Cobertura Universal de Saúde." 

Alguns recursos no enoughNCDs.com para promover o movimento das DCNT:

Com base no sucesso da Semana de Ação Global sobre as DCNTs do ano passado, realizada antes do 3º HLM sobre DCNTs, todos, em todos os lugares, são incentivados a participar do movimento global. Envolva-se na campanha para mudar as marchas de compromissos políticos para ações significativas que melhorem a saúde de todas as pessoas.

Com a cobertura universal de saúde da agenda global de saúde e desenvolvimento em 2019, enfatizaremos a importância da integração de DCNTs para fornecer a UHC por meio de prevenção, atenção primária, acesso equitativo a medicamentos, financiamento e investimento sustentáveis ​​e comunidades engajadas e capacitadas. A Semana para Ação sobre DCNTs pode demonstrar sucessos e exigir mais ações sobre medidas de prevenção e controle de DCNTs.

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Todos podem participar, incluindo pessoas vivendo com, em risco e afetadas por DCNTs, defensores da sociedade civil, jovens, presidentes, primeiros-ministros, chefes de Estado, ministros e formuladores de políticas, economistas, acadêmicos, especialistas, defensores e setor.

A flexibilidade permite que as atividades sejam adaptadas ao seu contexto, recursos, capacidades, prioridades e objetivos. A NCD Alliance compartilhará dicas e modelos de recursos nas próximas semana.

Mais de 80 países foram representados em atividades online e offline da Semana para Ação em DCNTs em 2018, atingindo milhões de pessoas. Em 2019, a NCD Alliance espera ver ainda mais vozes, eventos, atividades e notícias para agitar e inspirar ações que proporcionem uma vida saudável para todos.

Para começar:

Confira as Prioridades de Defesa de 2019 voltadas para o HLM na UHC

• Seja inspirado, mas não limitado por 2018. Atividades de campanha

• Adicione seus planos e novidades à Semana para Ação Mapa do Impacto

• Siga @ncdalliance no twitter, facebook e instagram para atualizações

Fonte
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O Presidente da Assembléia Geral da ONU, Sra. María Fernanda Espinosa, convoca a Reunião de Alto Nível sobre Cobertura Universal de Saúde, na sede das Nações Unidas em Nova York, no dia 23 de setembro de 2019. Um dia antes do início da 74ª Sessão de Debate Geral da Assembléia.

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A participação neste evento é limitada. Entidades credenciadas podem enviar um representante para participar da Reunião de Alto Nível. Para se inscrever na Reunião de Alto Nível, o representante individual de cada entidade credenciada deve criar uma conta no Indico, ativar a conta e registrar-se para este evento. O prazo máximo de registro do participantes é até 9 de agosto de 2019. Informações sobre o programa preliminar do evento e outras informações adicionais serão publicadas no site da Assembleia Geral da ONU.

Registre-se aqui

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O déficit de recursos humanos qualificados em uma ampla gama de áreas biomédicas e não biomédicas está piorando. Isso é particularmente agudo em países de baixa e média renda. Para enfrentar este desafio, o Consortium of Universities for Global Health (CUGH)criou esta plataforma de capacitação online. Ajudará instituições em países de baixa renda a se conectarem com instrutores e os produtos educacionais de que precisam.

O site tem duas partes:

A primeira permite que as instituições da LIC listem suas necessidades específicas de treinamento;

A segunda, é um portal para as instituições listarem os treinadores que têm interesse em fornecer treinamento.

Conheça a plataforma acessando aqui.

Se você tiver alguma dúvida ou precisar de informações adicionais, envie um e-mail para: info@cugh.org

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Diabetes é Prioridade, segundo Ministro da Saúde

Ministro Mandetta admite que Diabetes é Prioridade em Reunião com ADJ Diabetes Brasil

Por Mark Barone

No dia 16 de julho, o presidente da ADJ, Gilberto Casanova, a vice-presidente, Andrea Daidone, e o diretor, Dr. Mark Barone, estiverem em Brasília para audiência com o Ministro da Saúde, Dr. Luiz Henrique Mandetta, em conjunto com a deputada Carmen Zanotto e a presidente da SBD, Dr. Hermelinda Pedrosa. Em linhas gerais objetivo da reunião foi de propor melhorias e atualizações no acesso ao tratamento do diabetes no SUS.

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Já no início da reunião o Ministro admitiu que diabetes é prioridade em sua gestão, por estar muito preocupado com as condições de acompanhamento das pessoas com diabetes no Brasil e a alta prevalência, custos e mortalidade por diabetes, mesmo entre as doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) mais prevalentes. Planeja, para mudar esse cenário, fazer alterações no financiamento da atenção primária, focando em indicadores de resultados (valor da hemoglobina glicada, casos de retinopatia, nefropatia, entre outras complicações), para auditar os meios. Mencionou ainda a necessidade de se mapear onde estão as pessoas com diabetes no país e a capacitação dos agentes comunitários de saúde para que possam atuar de forma mais resolutiva no acompanhamento de pessoas com DCNTs.

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Foto SBD

Outros aspectos prioritários mencionados pela ministro foram a adequação das farmácias como check-points para acompanhamento do controle de diabetes e outras DCNTs; programa nacional de exercícios físico, para que o Brasil saia do record como país mais sedentário; e melhoria da alimentação nas escolas, a fim de prevenir obesidade e outras DCNTs e fatores de risco desde a infância.

O Ministro se mostrou muito interessado em contar com a extensa experiência da ADJ e a da SBD como parceiras para a implementação das prioridades, com destaque aos programas de alimentação saudável nas escolas e exercícios físicos. Já solicitou agendamento de reunião da Secretaria da Atenção Básica com a ADJ, para desenvolvimento do plano de educação em diabetes e outras DCNTs para agentes comunitários de saúde e outros profissionais da atenção básica. O Ministro demonstrou interesse, ainda, nas solicitações de ambas as entidades e contribuições, especialmente da SBD, para revisão da RENAME.

A ADJ Diabetes Brasil aproveitou a ocasião para convidar o Ministro para participar do 5º Encontro do Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil, em outubro de 2019, e, ao saber do engajamento e ótimos resultados das parcerias entre as mais de 50 principais de instituições públicas, privadas e ONGs nessa iniciativa, o ministro pré-confirmou sua participação.    

Artigo cedido pela ADJ Diabetes Brasil.

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Tema do ano 2019, a Cobertura Universal da Saúde (UHC, ODS 3.8), primordial para que a redução em 1/3 das mortes precoces por DCNTs (ODS 3.4) seja possível e sustentável, não será alcançada em 2030, segundo o Banco Mundial.

Relatório apresentado às vésperas da reunião do G20 destaca a necessidade de novos caminhos para a colaboração internacional (ODS 17) para apoiar os esforços de financiamento da UHC em duas áreas principais: pesquisa e desenvolvimento de financiamento da saúde; e um aumento “considerável” e uma mudança estratégica na assistência ao desenvolvimento para a saúde no fortalecimento da liderança em financiamento da saúde, governança e capacidade organizacional, melhor uso e mobilização de recursos internos e aumento da segurança sanitária global.

Atualmente, pessoas nos países em desenvolvimento gastam meio trilhão de dólares anualmente (mais de US$ 80 por pessoa) para acessar os serviços de saúde, com essas despesas afetando mais os pobres. A publicação informou a primeira sessão conjunta dos Ministros das Finanças e da Saúde do G20, organizada pelo Japão como Presidente do G20, em 28 de junho de 2019, em Osaka.

O financiamento da cobertura universal da saúde (UHC) nos países em desenvolvimento foi destacado como uma prioridade para a presidência do G20 no Japão, e foi discutido também pelos Ministros das Finanças do G20 durante sua reunião em Fukuoka, Japão, de 8 a 9 de junho de 2019. Os ministros das finanças destacaram que a mudança para a cobertura universal de saúde contribui para o desenvolvimento do capital humano, crescimento e desenvolvimento sustentável e inclusivo e prevenção, detecção e resposta a emergências de saúde, como pandemias e resistência antimicrobiana. Reconheceram que uma abordagem multissetorial, em particular a colaboração entre autoridades financeiras e de saúde, com a contribuição apropriada do setor privado e das ONGs é crucial para o fortalecimento do financiamento da saúde, com base no trabalho de organizações internacionais.

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Novo estudo mostra que três intervenções escalonáveis ​​podem salvar milhões de vidas globalmente

(Nova York, EUA) - Um novo estudo na revista Circulation informa que quase 100 milhões de vidas poderiam ser salvas aumentando o número de pessoas ao redor do mundo tratadas para pressão alta, reduzindo a ingestão de sal e eliminando a gordura trans dos alimentos globais. Os autores usaram os números globais atuais sobre pressão arterial, consumo de sal e consumo de gordura trans para estimar o impacto que as intervenções baseadas em evidências teriam sobre as taxas futuras de mortalidade. Eles descobriram que aumentar o tratamento global para pressão alta em 70% poderia atrasar 39,4 milhões de mortes, que atingir uma redução de 30% na ingestão de sódio poderia atrasar mais 40 milhões de mortes, e que a eliminação da gordura trans poderia atrasar 14,8 milhões de mortesTotal de quase 100 milhões de vidas em 25 anos.

Resolve to Save Lives, uma iniciativa da Vital Strategies, saúda essas descobertas, que demonstram o potencial de salvar vidas com a prevenção de doenças cardiovasculares (DCV) em escala global. As descobertas destacam a necessidade de compromissos renovados e aumentados para melhorar o tratamento da hipertensão arterial, reduzir a ingestão de sal e eliminar as gorduras trans nos governos, sistemas de saúde e defensores. As três intervenções viáveis ​​e com boa relação custo-benefício são necessárias para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3.4, que visa reduzir o risco de morte prematura por doenças não transmissíveis em um terço até 2030.

"Melhorar a pressão arterial, reduzir o sal e eliminar a gordura trans tem um tremendo potencial para melhorar a saúde cardiovascular globalmente", disse o Dr. Tom Frieden, Presidente e CEO da Resolve to Save Lives. “Mas todo o potencial dessas intervenções para salvar vidas só pode ser alcançado com o aumento dos esforços nacionais e internacionais. A pesquisa publicada na Circulation mostra que esta é uma oportunidade de saúde pública que não podemos deixar na mesa. Há milhões de vidas em risco e temos soluções comprovadas ”.

Resolve to Save Lives visa trabalhar com parceiros para salvar 100 milhões de vidas ao:

  • Ajudar os países de renda baixa e média a melhorar o tratamento da hipertensão através da implementação de programas comprovadamente eficazes e que possam ser ampliados em grandes populações.
  • Políticas de apoio para eliminar a gordura trans artificial
  • Apoiar os esforços para reduzir o consumo global de sal em 30%

As doenças não transmissíveis (DCNT), incluindo as doenças cardiovasculares, reivindicam 38 milhões de vidas por ano e são a principal causa global de morte. 40% das pessoas que morrem de DCNTs têm menos de 70 anos e 80% dessas mortes prematuras por DCNTs ocorrem em países de baixa e média renda (países de baixa e média renda).

Apesar do fardo substancial e crescente das doenças cardíacas nos países de baixa e média renda, apenas 1% ou menos de todo o financiamento global da saúde é investido atualmente na prevenção de DCNTs.


Link do estudo

https://www.vitalstrategies.org/how-to-save-100-million-lives-through-improved-heart-health/

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A AVC Brasil, participante do #FórumDCNTs tem disponível na plataforma IOS e Sistema Android o Aplicativo AVC Brasil. O aplicativo gratuito com proposta de mostrar informações e tópicos relevantes sobre o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e informar geograficamente os hospitais especializados para o atendimento da doença de acordo com o local onde o usuário acessa o app.

3281757082?profile=RESIZE_710xE uma das funções mais legais é a possibilidade de chamar o serviço de emergência, contato pessoal do usuário ou hospital de contato, apenas com 3 toques no celular, bastando para isso cadastrar o número de seu familiar numa emergência, e do hospital onde quer chamar nestas situações. O aplicativo agrega informações como sinais de alerta, testes e dicas para diminuir o risco do problema no futuro.

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Por Lucas Xavier

Durante a Assembleia Geral da OMS o #FórumDCNTs teve diversas interações com instituições internacionais engajadas no combate às DCNTs. Lucas Xavier representou o Fórum em reunião com representantes da OMS e em outra com a diretora de Global Health da Medtronic Foundation, Jessica Daly, e foi panelista em evento satélite promovido pela World Heart Federation (WHA) e pela International Diabetes Federation (IDF).

Da reunião com a OMS participaram o Dr. Guy Fones, assessor do Global Coordination Mechanism for Non-Communicable Diseases da OMS, e  o Sr. Daniel Mic, Global Coordination Mechanism Secretariat. Ambos se mostraram muito surpresos com o modelo único do #FórumDCNTs que permite o encontro, diálogo e parceria entre os diferentes setores para enfrentar de forma eficaz, ampla e sustentável os desafios para combate às DCNTs. Demonstraram muita curiosidade pelos detalhes da iniciativa, desde sua inspiração e criação até o momento em que se encontra e perspectivas futuras. Durante os intensos 45 minutos de reunião, a relevância do FórumDCNTs ficou clara e Dr. Fone e Sr. Mic ofereceram o apoio da OMS de diversas formas. Entre elas, destacam-se a amplificação da divulgação dos eventos e resultados do #FórumDCNTs nas mídias da OMS, e o engajamento da PAHO às atividades do Fórum.Em breve mais notícias sobre a aproximação com essas instituições.

 O evento satélite à 72ª Assembleia Mundial da Saúde (WHA), em Genebra “Joining forces to fight CVD in people living with diabetes: pathways to solutions”, contou com Lucas Xavier como panelista. Entre os principais temas debatidos estiveram:  tributação de alimentos industrializados, conhecimentos sobre a interações entre as #DCNTs e possíveis soluções para melhorar a preparação de profissionais da saúde para a educação em diabetes.

 

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Consenso de Toronto é publicado no Brasil 

  • Publicação é resultado de consenso entre especialistas mundiais e traz padronização para registros de câncer
  • Versão em português será utilizada também em Portugal

 Rio de Janeiro, 22 de Maio de 2019 - O Instituto Desiderata, que há 15 anos desenvolve soluções para a saúde pública de crianças e adolescentes no Rio de Janeiro, publicou a primeira tradução do Consenso de Toronto em Língua Portuguesa, realizada pelo INCA em parceria com Fundação do Câncer e SOBOPE. O manual propõe uma padronização para a classificação da extensão dos 16 principais tumores malignos infantis e foi criado em Toronto, entre 2014 e 2015, por especialistas mundiais na área.

A tradução do material foi realizada pelas pesquisadoras Beatriz de Camargo, Nathalia Balmant, Marceli de Oliveira Santos (INCA) e Rejane de Souza Reis (Fundação do Câncer). O objetivo é que o Consenso também seja utilizado no Brasil para a padronização de informações nos Registros Hospitalares de Câncer (RHC), que reúnem informações da assistência prestada ao paciente no hospital.

“Informações homogêneas do estadiamento são fundamentais para entender o quão precoce estão sendo tratados os tumores e planejar ações e políticas públicas específicas para o câncer infantojuvenil”, afirma a diretora Executiva do Desiderata, Roberta Costa Marques. “Para que a vigilância do câncer infantojuvenil na rede pública aconteça da melhor forma, é fundamental padronizar a forma pela qual ele é descrito pelos registradores nos hospitais”, afirma.

O material foi lançado em um evento realizado no Centro de Pesquisas do INCA, no Rio de Janeiro. Lindsay Frasier, professora da Escola de Medicina de Harvard e de Epidemiologia da Escola de Saúde Pública de Harvard e uma das especialistas que participou da elaboração do Consenso, apresentou duas palestras durante o evento: uma sobre a incidência, sobrevida e mortalidade do câncer infantil no mundo e outra sobre o estadiamento do Consenso de Toronto e os desafios de sua implementação na Austrália.

Profissionais da área de oncologia pediátrica de nove estados brasileiros estiveram presentes no encontro – Minas Gerais, Distrito Federal, Ceará, Pernambuco, Mato Grosso, São Paulo, Goiás, Paraná e Sergipe – e já demonstraram interesse em aplicar a padronização em seus locais de trabalho. “O Consenso de Toronto é muito importante para a oncologia pediátrica por permitir, em um futuro breve, a comparação de dados dos registros de câncer nos diferentes estados e entre os países, potencializando a produção de informações globais”, afirma a gerente de Saúde do Desiderata, Laurenice Pires. “Isso é fundamental para estudos epidemiológicos e não substitui ou conflita com os estadiamentos utilizados na clínica”, diz.

Para Laurenice, apoiar o INCA é fundamental para que o Consenso seja uma realidade em cada registro de câncer brasileiro. Fora do Brasil, outros países de língua portuguesa já demonstraram interesse na versão que acaba de ser publicada pelo Desiderata. Portugal tem destaque nesse grupo: já está confirmada a impressão e utilização no país.

Acesse o nosso site e faça o download gratuito do documento.

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O 4º encontro do Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil, foi realizado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, no dia 9 de abril, e registrou número recorde de participantes. A agenda deste encontro, que atraiu a atenção da imprensa (links abaixo), foi densa e ambiciosa, compatível com a complexidade dos temas abordados e a importância de compartilhar experiências de impacto. As palestras, os painéis e os trabalhos em grupo possibilitaram o contato com estratégias e iniciativas adicionais que estão fazendo a diferença e caminhos para contornar as dificuldades.

“Escutar, reconhecer o que está funcionando e dar espaço a novas abordagens são passos importantes. Liderar ou apoiar a implementação de projetos replicáveis coloca esse grupo em um patamar que transcende a produção de ideias e dá à sociedade a oportunidade de assumir maior protagonismo sobre questões que impactam o seu próprio futuro”.

O lançamento do Relatório Sombra, na ocasião, reforça a necessidade de aperfeiçoarmos políticas de prevenção e desestímulo a hábitos que estão na origem dos principais fatores de risco para as DCNTs. Relatório este como o objetivo de acompanhar os avanços obtidos pelo Plano de Ações Estratégicas para Enfrentamento das DCNTs lançado em 2011 pelo Ministério da Saúde. Mônica Andreis, Diretora da ACT Promoção da Saúde, compartilhou em primeira mão os resultados do relatório de 2019: "apesar de uma redução do tabagismo de 31%, entre 2011 e 2017, esse declínio estacionou em 10,1% e foi observado ainda um aumento no consumo de cigarro entre os mais jovens. Já o sedentarismo e o excesso de peso são dois aspectos que não cederam e já atingem mais da metade da população brasileira." Mais detalhes abaixo.

 

  • redução da proporção de adultos fumantes (de 14,8% para 10,1%)*
  • aumento do percentual de adultos que realiza atividade física no lazer (de 30,3% para 37%)
  • crescimento na prevalência de sobrepeso (48,5% para 54%) e de obesidade (de 15,8% para 18,9%)
  • aumento no consumo abusivo de álcool (de 17% para 19,1%)
  • redução do consumo regular de refrigerantes (de 29,8% para 14,6%)

*porém com estabilização dessa queda nos últimos anos (2015: 10,4%, 2016: 10,2% e 2017: 10,1%).

Programas como o Agita São Paulo, apresentado por Victor Matsudo, revelam ainda que é possível incorporar iniciativas que mobilizem tanto a administração pública quanto a sociedade civil, lembrando que a vigilância é um processo permanente, que precisa estar no topo da agenda dos gestores e no senso comum das pessoas. Como concordaram todos os presentes, “é muito mais barato e efetivo prevenir do que tratar DCNTs e suas complicações.”

Nesse sentido, a importância da mídia, destacada por Ingrid Krasnow, da Berkeley Media Studies Group, vai além de alertar os leitores sobre os fatores de risco para as principais patologias da atualidade. A imprensa é também uma ponte essencial com o setor público, apontando distorções e demandas, e a população, contribuindo para aumentar a compreensão, a participação e o atingimento das metas.

E não se pode falar em metas sem pensar em construir uma base nacional integrando as melhores práticas, validando modelos preditivos e a implementação de estratégias de melhoria de qualidade. Para isso, soluções que aumentem a capacidade de integração e resolução da atenção primária mostram-se de grande valia. Esses são os fundamentos que orientam o projeto de plataforma encomendada pelo SUS, liderado por Edson Amaro, responsável pela iniciativa Big Data, do Hospital Israelita Albert Einstein. Vitória da Conquista, na Bahia, e a região de Teófilo Otoni, em Minhas Gerais, estão recebendo os primeiros pilotos desse projeto PROADI-SUS, aproveitando a experiência das regiões com o programa HealthRise. 

O Projeto “Cities Changing Diabetes” apresentando por Steffen Nielsen da Novo Nordisk é outra iniciativa, implementada em 19 cidades do mundo, que confirma a importância da intersetorialidade e das parcerias público-privadas na promoção da saúde e na abordagem inovadora das várias vulnerabilidades a que estão expostas as populações cada vez mais confinadas nas grandes aglomerações urbanas. O programa, tem como meta "entortar a curva" (para baixo), ou melhor, lentificar o aumento da prevalência de diabetes no mundo e, ao mesmo tempo, melhorar o acesso ao tratamento e os indicadores de qualidade de vida de quem tem diabetes. Para isso, aumentar a porcentagem de pessoas dentro da meta de glicemia e, com isso, a prevenção de complicações. Com mais de 100 parceiros pelo mundo, o programa é construído sobre uma simples e eficaz plataforma de sustentabilidade, na qual o governo da cidade onde é implementado atua como o principal parceiro local e identifica demais parceiros implementadores. A empresa Novo Nordisk, por sua vez, além de engajá-los na rede do programa, arca com os custos de avaliação e monitoramento em cada uma das cidades. Com isso, diferente de outros programas, o Cities Changing Diabetes não tem data de fim, os governos que o implementam têm liberdade para continuar indefinidamente. Segundo o Sr. Nielsen, a ideia é expandir o programa para um total de 50 cidades pelo mundo.

Não menos importantes foram os planos desenvolvidos pelos cinco grupos de trabalho, abordando temas como a sensibilização para condições menos conhecidas, como a hipercolesterolemia, que atinge um número expressivo de brasileiros, apesar de apenas 10% estarem diagnosticados. Os cuidados com diabetes e hipertensão, que quando bem executados promovem prevenção de doenças cardio- e cerebrovasculares. O diagnóstico e o tratamento de câncer também não poderiam faltar, incluindo a integração oportuna de pacientes em um fluxo bem estruturado e tempo-eficaz. Foram, ainda, destaque:

  • grupo 1 desenvolveu, com a participação da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, das ONGs CIES Global, AHF e ADJ, planos para a implementação de protocolos de hipercolesterolemia familiar nas redes municipal e estadual de saúde, além de conscientizar a população e os parlamentares e capacitar os profissionais de saúde das UBSs (Unidades Básicas de Saúde);
  • grupo 2 definiu a colaboração entre regiões para aperfeiçoamento de programas para cuidados de diabetes e hipertensão, como o HealthRise, HeartRescue e Better Hearts Better Cities;
  • grupo 3, liderado pelo movimento Todos Juntos Contra o Câncer e com a participação das entidades Abrale/Abrasta, Instituto Desiderata e Oncoguia, mapeou o caminho e dificuldades da pessoa com câncer no SUS e planeja, com foco na Lei dos 60 dias, acelerar o fluxo de pacientes, por meio de advocacy e de benchmarking;
  • grupo 4 está desenvolvendo uma estratégia mais ampla para educar a população sobre Alimentação Saudável e avançar com as pautas de taxação de bebidas açucaradas e rotulagem frontal, no sentido de orientar o consumidor a tomar as melhores decisões para a sua saúde e qualidade de vida; 
  • grupo 5, sobre prevenção de DCNTS, que já vinha alinhando colaborações entre os projetos do Agita-SP, da Vital Strategies e o projeto KiDS, focando na saúde de crianças e adolescentes, optou por unir esforços através do tema transversal: saúde mental.

O 4º encontro se encerrou, mas o trabalho dos grupos, para garantir que programas e políticas que possibilitarão cumprir a meta de reduzir em 1/3 a mortalidade precoce por DCNTs até 2030 - ODS 3.4 da ONU, com o qual o Brasil se comprometeu - continua. Para isso, além do 5º encontro já programado para outubro de 2019, a plataforma do FórumDCNTs é atualizada semanalmente com notícias, eventos, e, principalmente e oportunidades de parceria e financiamento.

 Não deixem de conferir a cobertura fotográfica completa desse encontro.

 Participantes do 4º Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil

 

4º Encontro do Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil na mídia:

www1.folha.uol.com.br/seminariosfolha/2019/05/brasileiro-fuma-menos-e-se-mexe-mais-mas-ainda-abusa-do-alcool.shtml

www.terra.com.br/noticias/dino/doencas-cronicas-nao-transmissiveis-maiores-causadoras-de-mortes-no-mundo-sao-discutidas-em-evento-na-fmusp,6f07b3350ae817925586a436faef8744gi12m869.html

https://abimo.org.br/noticias/public-health-institute-realiza-o-4o-encontro-do-forum-intersetorial-para-combate-as-dcnts-no-brasil/

www.broadcast.com.br/cadernos/releases/?id=WlkzVGVhUFdtNExDV1FIL0tCWThydz09

https://adj.org.br/2019/04/08/doencas-cronicas-nao-transmissiveis-reunem-especialistas-brasileiros-e-internacionais-em-sao-paulo/

https://adj.org.br/2019/05/02/public-health-institute-realiza-o-4o-encontro-do-forum-intersetorial-para-combate-as-dcnts-no-brasil/

www.portalagita.org.br/pt/portal-agita/noticias/item/forum-intersetorial-para-combate-as-dcnts-no-brasil.html

www.ciesglobal.org/noticia/doencas-cronicas-nao-transmissiveis-reunem-especialistas-brasileiros-e-internacionais-em-sao-paulo/

https://adj.org.br/2019/04/22/evento-busca-capacitar-ongs-de-dcnts-e-promover-network/

www.sociomotiva.com/aggregators/519-public-health-institute-realiza-o-4-encontro-do-forum-intersetorial-para-combate-as-dcnts-no-brasil

www.jws.com.br/newsdino/?url=&releaseId=205423/

http://dikajob.com.br/profiles/blogs/public-health-institute-realiza-o-4-encontro-do-f-rum?xg_source=msg_appr_blogpost

www.convivenciacomdiabetes.com.br/2019/04/public-health-institute-realiza-o-4.html

www.tiabeth.com/index.php/2019/04/23/public-health-institute-realiza-o-4o-encontro-do-forum-intersetorial-para-combate-as-dcnts-no-brasil%EF%BB%BF/

www.segs.com.br/seguros/168011-public-health-institute-realiza-o-4-encontro-do-forum-intersetorial-para-combate-as-dcnts-no-brasil

www.revistafatorbrasil.com.br/ver_noticia.php?not=376088

www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=32264

https://gazetadasemana.com.br/noticia/19750/doencas-cronicas-nao-transmissiveis-maiores-causadoras-de-mortes-no-mundo-sao-discutidas-em-evento-na-fmusp

https://saudavel.top/newsdino/?releaseid=205423&title=BTLaw%20re%C3%BAne%20empres%C3%A1rios%20e%20agentes%20do%20setor%20financeiro%20para%20debater%20nova%20regulamenta%C3%A7%C3%A3o%20das%20fintechs%20de%20cr%C3%A9dito%20no%20Brasil

www.teamocaruaru.com/newsdino/?releaseid=205423&title=Doen%C3%A7as%20Cr%C3%B4nicas%20N%C3%A3o%20Transmiss%C3%ADveis%2C%20maiores%20causadoras%20de%20mortes%20no%20mundo%2C%20s%C3%A3o%20discutidas%20em%20evento%20na%20FMUSP

https://eldogomes.com.br/newsdino/?releaseid=205423&title=Escola%20Municipal%20de%20Curitiba%20recebe%20palestra%20e%20workshop%20sobre%20como%20criar%20foco

https://mobilidadesampa.com.br/newsdino/?releaseid=205423&title=Escola%20Municipal%20de%20Curitiba%20recebe%20palestra%20e%20workshop%20sobre%20como%20criar%20foco

http://negocioseideias.com.br/newsdino/?releaseid=205423&title=Escola%20Municipal%20de%20Curitiba%20recebe%20palestra%20e%20workshop%20sobre%20como%20criar%20foco

https://cobizz.com.br/newsdino/?releaseid=205423&title=Pecege%20Projetos%20-%20Custos%20sobem%20e%20amea%C3%A7am%20viabilidade%20de%20canavicultura%20no%20Estado%20de%20S%C3%A3o%20Paulo

https://isack.com.br/newsdino/?title=promocao-de-bolsas-femininas-tiracolo-para-o-dia-dos-namorados&releaseId=205423&partnerid=1618

www.dicasbh.com.br/newsdino/?title=doencas-cronicas-nao-transmissiveis-maiores-causadoras-de-mortes-no-mundo-sao-discutidas-em-evento-na-fmusp&releaseid=205423&partnerid=1526

http://maraoleste.blogspot.com/p/noticia.html?title=dia%C2%A0do%C2%A0orgulho%C2%A0autista%C2%A0inspirado%C2%A0no%C2%A0filho%C2%A0escritor%C2%A0independente%C2%A0lanca%C2%A0livro%C2%A0de%C2%A0ficcao&releaseId=205423&partnerid=75&

http://portal.comunique-se.com.br/newsdino/?title=doencas-cronicas-nao-transmissiveis-maiores-causadoras-de-mortes-no-mundo-sao-discutidas-em-evento-na-fmusp&releaseid=205423&partnerid=33

www.direitoenegocios.com/newsdino/?title=doencas-cronicas-nao-transmissiveis-maiores-causadoras-de-mortes-no-mundo-sao-discutidas-em-evento-na-fmusp&releaseid=205423&partnerid=102

www.gazetadevotorantim.com.br/gazetaDINORelease&releaseid=205423&title=Doen%C3%A7as+Cr%C3%B4nicas+N%C3%A3o+Transmiss%C3%ADveis%2C+maiores+causadoras+de+mortes+no+mundo%2C+s%C3%A3o+discutidas+em+evento+na+FMUSP

www.3patrias.com/p/noticia-dino.html?title=doencas-cronicas-nao-transmissiveis-maiores-causadoras-de-mortes-no-mundo-sao-discutidas-em-evento-na-fmusp&releaseId=205423&partnerid=1532

www.jornalmetropole.com.br/newsdino/?title=doencas-cronicas-nao-transmissiveis-maiores-causadoras-de-mortes-no-mundo-sao-discutidas-em-evento-na-fmusp&releaseId=205423&partnerid=1614

www.vdevininha.com/p/noticia-dino.html?title=franquia-infobeleza-conquiste-sua-independencia-financeira&releaseId=205423&partnerid=1562&

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Programa traz novo olhar para o diabetes na atenção básica e visa apoiar a implementação do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas em nível nacional

São Paulo, 8 maio de 2019 - Segundo a International Diabetes Federation (IDF), o Brasil ocupa o 4o lugar no ranking de países com o maior número de pessoas com diabetes mellitus. Quando o assunto é o volume de crianças e adolescentes com diabetes tipo 1, somos "medalha de bronze", figurando na terceira colocação1. O diabetes mellitus tipo 1 ocorre quando o organismo da pessoa não é capaz de produzir insulina, tornando necessário que os níveis de açúcar no sangue (glicose) tenham que ser regulados com injeções de insulina, em combinação com dietas específicas e exercícios físicos regulares.

Como é uma condição crônica, as pessoas precisam receber tratamento com insulina por toda a vida, buscando o equilíbrio entre altas e baixas concentrações de glicose no sangue: as hiperglicemias (altas taxas de glicose no sangue) e hipoglicemias (taxa baixa de glicose no sangue) capazes de causar outras doenças e até levar o indivíduo a óbito. A busca por esse equilíbrio é um desafio constante não apenas para eles, mas para familiares e profissionais da área da saúde que os atendem nas esferas municipais, estaduais e federal.

Para atender essa demanda por conhecimento e ajudar nessa difícil jornada surgiu o projeto Glica Melito, realizado por meio de uma parceria entre o Conselho Nacional de Secretarias municipais de Saúde (CONASEMS), a empresa Novo Nordisk e o Instituto de Pesquisa e Apoio ao Desenvolvimento Social (IPADS). Seu objetivo é qualificar o cuidado ofertado às pessoas com DM1, capacitar as equipes de saúde para o tratamento e o uso de tecnologias disponibilizadas no SUS. Além disso, a ação busca instruir  pessoas com DM1 e seus cuidadores sobre as práticas do autocuidado por meio da educação em diabetes.

Foto: Abertura do evento de lançamento do programa Glica Melito com Allan Finkel, presidente Novo Nordisk, Mauro Junqueira, presidente CONASEMS, Orlando Soeiro, presidente Ipads. 

O projeto Glica Melito conta com cursos, vídeos educativos e uma pesquisa para investigação da inserção das novas tecnologias no tratamento do DM1 no SUS. A implementação contará com o suporte técnico do IPADS e é composta por cinco vídeos com foco no autocuidado direcionados às pessoas com DM1. Os temas dos vídeos serão: Auto Estima e Estilo: convivendo com DM1; Conhecendo o DM1, conhecendo as insulinas e os dispositivos de aplicação; Alimentação saudável e o DM1; Atividade Física como aliada no controle do DM1. Além dos vídeos, o projeto Glica Melito ainda disponibilizará três cursos na modalidade de ensino à distância auto instrucional para aprimoramento dos profissionais de saúde do SUS. Eles são direcionados à equipe médica e a profissionais de saúde de nível superior e profissionais de saúde de nível médio, com carga horária entre 10 a 15 horas.

 “Dessa forma, atuamos em duas frentes importantes e diretamente envolvidas no cenário do diabetes: os profissionais e os pacientes. Além disso, é importante buscar informações que contribuam para a tomada de decisão dos gestores em relação aos fluxos estabelecidos para o aprimoramento no acesso e adequada utilização das tecnologias incorporadas ao SUS no conjunto dos municípios brasileiros", explica Orlando Soeiro, presidente do IPADS.

Cuidando melhor

O projeto Glica Melito dialoga ainda com o novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) – Diabetes Mellitus tipo 1. O documento foi aprovado em 2018 pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Atenção à Saúde e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, e estabelece critérios de diagnóstico e tratamento, além de mecanismos de regulação em nível nacional, servindo como norte para Secretarias de Saúde dos estados, do Distrito Federal e dos municípios na regulação do acesso assistencial, autorização, registro e ressarcimento dos procedimentos correspondentes.

No entanto, para que o Protocolo se efetive na prática e apoie o cuidado de pessoas com diabetes mellitus tipo 1 no Sistema Único de Saúde (SUS), é necessária a sua utilização pelos profissionais da saúde, além de apoiar os municípios no processo de regulação.

"O PCDT certamente é um passo importante para as pessoas com diabetes, mas também um grande desafio para os municípios, que precisam buscar meios de garantir que essa população tenha acesso às tecnologias incorporadas no SUS”, comenta Mauro Junqueira, presidente do Conasems.

 O mesmo documento também ressalta a importância da educação de pessoas com diabetes e familiares para o autocuidado, passando por esferas como: alimentação saudável, contagem de carboidratos, prática de exercícios físicos, identificação e tratamento da hipoglicemia, administração de insulina, insulinoterapia intensiva e automonitorização da glicemia capilar.

O sucesso da disseminação e do acesso a esta forma de encarar o DM1 depende de um esforço coletivo que, novamente, passa pela informação. É o que comenta Simone Tcherniakovsky, Diretora de Acesso a Mercado, Relações Institucionais e Comunicação da Novo Nordisk, empresa global de saúde com 95 anos de inovação e liderança no tratamento do diabetes: "Educar continuamente pessoas com diabetes e profissionais de saúde é um objetivo fundamental para a Novo Nordisk. Esta é uma peça fundamental para garantir que as melhores tecnologias cheguem até as pessoas e sejam usadas da maneira correta, propiciando todos os benefícios para as pessoas com diabetes. Daí a relevância de um projeto como o Glica Melito", conta.

A proposta do projeto Glica Melito foi validada em conjunto pelo Conasems, a Novo Nordisk e o IPADS e apresentado no 1o Seminário de Fortalecimento da Assistência Farmacêutica na Atenção Básica, promovido pelo Conasems em setembro de 2018. Além da pesquisa em andamento, agora o projeto encontra-se na fase de produção dos materiais educativos com a previsão de estar disponibilizado até junho deste ano.

 Sobre o CONASEMS

O Conasems é uma associação civil, de direito privado, sem fins lucrativos, que tem por finalidade congregar as secretarias municipais de saúde e seus respectivos secretários para atuarem em prol do desenvolvimento da saúde pública, da universalidade e igualdade do acesso da população às ações e serviços de saúde, promovendo ações conjuntas que fortaleçam a descentralização política, administrativa e financeira do Sistema Único de Saúde – SUS, e por um pacto federativo que garanta a sustentabilidade do SUS. A entidade atua como representante institucional dos gestores municipais de saúde nos órgãos deliberativos e consultivos da direção nacional do Sistema Único de Saúde - SUS, tendo reconhecida sua legitimidade nos termos da Lei Orgânica da Saúde. Por esta razão o Conasems integra o Plenário da Comissão Intergestores Tripartite - CIT, com prerrogativa de voz e de voto em todas as suas deliberações. O Conasems atua em rede com os 26 Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde – Cosems, sediados nos Estados da Federação, exercendo também a representação dos gestores municipais na formulação e na pactuação de políticas públicas intersetoriais e de saúde.

 Sobre o IPADS

O IPADS é uma organização sem fins lucrativos que atua na perspectiva de contribuir com o desenvolvimento social e com a melhoria da qualidade de vida da população, apoiando a formulação, implantação e avaliação de políticas, programas e projetos. O trabalho do Instituto é caracterizado pela interdisciplinaridade, principalmente pela atuação conjunta de seus associados que buscam uma abordagem integral das necessidades do cidadão. www.ipads.org.br

 Sobre a Novo Nordisk

A Novo Nordisk é uma empresa global de saúde com 95 anos de inovação e liderança no tratamento do diabetes. Sua trajetória deu à companhia a experiência e a capacidade necessárias para ajudar pessoas a vencer a obesidade, a hemofilia, os distúrbios do crescimento e outras doenças crônicas sérias. Sediada na Dinamarca, a Novo Nordisk emprega aproximadamente 43.200 pessoas em 80 países e comercializa seus produtos em mais de 170 mercados. No Brasil há mais de 25 anos, a Novo Nordisk emprega no país cerca de 1.300 funcionários, contando com o escritório administrativo em São Paulo-SP, dois centros de distribuição no Paraná e uma fábrica em Montes Claros-MG. Para mais informações, visite www.novonordisk.com.br, Facebook, Twitter, LinkedIn, YouTube.

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DCNTs são prioridade na Cobertura Universal à Saúde

Às vesperas da Assembleia Geral da Organização Mundial da Saúde (WHA) e da Consulta à Sociedade Civil da ONU, NCD Alliance lança resumo das prioridades.

A NCD Alliance desenvolveu um resumo de prioridades de advocacy para a primeira Reunião de Alto Nível (HLM) das Nações Unidas (ONU) sobre Cobertura Universal à Saúde (UHC), antes da audiência interativa, que foi realizada na segunda-feira 29 de abril, como parte do processo preparatório para a HLM da ONU em 23 de setembro de 2019.

Essas prioridades correspondem às dimensões de prevenção e controle de DCNTs, que abrangem os principais elementos da HLM para um bem-sucedido avanço na agenda de UHC. As cinco prioridades são:

 

  1. Priorizar a prevenção como um componente essencial da UHC.
  2. Fornecer atenção primária à saúde (APS) como a base da UHC.
  3. Salvar vidas aumentando o acesso equitativo e universal a medicamentos e produtos essenciais de qualidade e acessíveis.
  4. Aumentar o financiamento sustentável para a saúde e melhorar a eficiência dos investimentos.
  5. Possibilitar o envolvimento da comunidade e o empoderamento nos processos de design, desenvolvimento e prestação de contas da UHC.

 

Mais de 200 organizações e indivíduos globais, incluindo sociedade civil, acadêmicos, alianças [entre elas o #FórumDCNTs] e pessoas que vivem com DCNTs responderam a essa consulta para informar e moldar as prioridades de advocacy que apoiarão os porta-vozes e informarão aos Estados Membros sobre a oportunidade crucial que a HLM oferece. As DCNTs são componente chave da UHC, a fim de garantir vida saudável ​​para todos.

Leia o briefing (resumo) aqui.

Conheça a agenda de eventos da WHA 2019 aqui.

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A criação de um software inteligente que calcula o risco de uma pessoa ser afetada por doenças crônicas no futuro.

A nova tecnologia, chamada Blue, integra e analisa um grande banco de dados hospitalares e laboratoriais, considerando desde consultas e exames realizados até pontos mais específicos, como nível de glicose, hábitos alimentares, frequência de atividade física e o histórico de saúde na família.

As informações são extraídas doDepartamento de Informática do SUS (DataSUS) e do censo Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde. A partir dessa avaliação, feita apenas com o fornecimento do CPF do paciente, o programa de computador usa técnicas de inteligência artificial e aprendizado de máquina para estimar as chances de o usuário ser acometido por determinada enfermidade.

Após árduo trabalho de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, os resultados de sucesso começaram a aparecer. A Blue venceu, no início de abril, a HackBrazil, competição que premia ideias brasileiras inovadoras em disputa realizada na Universidade Harvard e no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), ambos dos Estados Unidos.

Por enquanto, o sistema consegue prever os riscos de uma pessoa ser diagnosticada com diabetes e doenças cardiovasculares, mas, de acordo com o estudante, o objetivo é aperfeiçoar o software para a previsão de outras patologias. 

Fonte: Jornal da USP

 

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Programa Vida Segura norteará a instituição de políticas permanentes para redução de mortes no trânsito.

O decreto que institui o Plano de Segurança Viária 2019-2028, chamado de Vida Segura, foi apresentado pela Prefeitura de São Paulo nesta quarta-feira (17/04/2019).

“O programa foi construído ouvindo os especialistas. Não é um plano do prefeito, é um plano da cidade de São Paulo. A pressão das pessoas e o quanto elas se apropriam disso é que vai garantir a perpetuação dele”, destacou o prefeito Bruno Covas.

O projeto tem como objetivo transformar São Paulo em uma das cidades com tráfego mais seguro do mundo e vai nortear a execução de políticas públicas para a redução de ocorrências graves e mortes no trânsito.

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A Bloomberg Philantropies acaba de lançar uma nota pública e o estudo “Tributos saudáveis para salvar vidas: implementando tributos efetivos sobre o consumo de tabaco, álcool e bebidas açucaradas”. O relatório e a análise foram desenvolvidos pelo Grupo de Trabalho em Políticas Fiscais de Saúde, coordenado pelo embaixador global da OMS Michael Bloomberg, e pelo ex-secretário do Tesouro Lawrance Summers.

A publicação destaca evidências de como o aumento de tributos diminui o consumo bebidas açucaradas, resultando na prevenção de doenças crônicas não-transmissíveis (DCNTs). O estudo também analisa criticamente como a indústria se opõe às políticas de tributação e tenta fragilizar os argumentos da saúde.

A força-tarefa desenvolveu um estudo para estimar os efeitos na saúde e na arrecadação a partir do aumento de tributos sobre as bebidas açucaradas (assim como sobre o tabaco e sobre o álcool). Pesquisadores simularam o impacto da tributação, caso todos os países tivessem implementado um aumento significativo, de tal forma que os preços ficassem entre 20% e 50% acima dos seus valores atuais. A pesquisa também estimou o impacto destes aumentos ao longo de um período de 50 anos para levar em conta os impactos na saúde tanto a curto quanto longo prazos.

Principais achados

  • aumento de impostos pode reduzir o consumo de bebidas açucaradas o suficiente para baixar a prevalência de obesidade; dependendo da alíquota do imposto, a medida poderia evitar de 800 mil a 2,2 milhões de mortes prematuras ao longo de 50 anos.
  • países de baixa e média renda teriam o maior número de mortes evitadas: 2 milhões em países de baixa renda e 11 milhões em países de média renda.
  • a tributação sobre bebidas açucaradas pode contribuir substancialmente para o aumento da arrecadação, gerando entre US$ 7 milhões e US$ 1,4 trilhão, dependendo do valor da alíquota a aumentar.
  • o modelo fornece uma estimativa conservadora do impacto da tributação sobre as bebidas açucaradas na saúde porque o estudo só observa o efeito da mudança no índice de massa corporal.

O argumento da indústria, de que a tributação implica na perda de empregos - ao reduzir as vendas - deturpa o tamanho da força de trabalho empregada pela indústria e a forma como o mercado responde a mudanças nos padrões de demanda. Na verdade, os consumidores que reduzem gastos em produtos tributados irão comprar outros produtos, substituindo empregos de um setor para outro. Outro argumento da indústria, de que a tributação sobre as bebidas açucaradas é regressiva (isto é, que o impacto afeta mais as famílias pobres do que as ricas) não se sustenta. Famílias mais pobres vão receber a maior parte dos benefícios como resultado da tributação porque sofrem mais o custo para a saúde e para a economia gerados pelo consumo destas bebidas. Sendo assim, os beneficios para a saúde superam as perdas com a tributação.

Mensagens-chave

  • Os resultados apresentam evidências que reforçam a efetividade de políticas fiscais como a tributação sobre bebidas açucaradas como uma medida de saúde pública efetiva e que governos devem adotá-la para melhorar a alimentação e a saúde da população.
  • Os impostos sobre as bebidas açucaradas devem ser altos o suficiente e aumentados o mais rápido possível, a fim de reduzir o consumo desses produtos e melhorar a saúde. A OMS recomenda que tributação sobre bebidas açucaradas seja elevada de tal forma que aumentem os preços dessas bebidas em pelo menos 20%.
  • Aumentar os preços das bebidas açucaradas a partir do aumento de impostos reduz o consumo e salva vidas. Apesar disso, essa medida ainda é uma ferramenta subutilizada para melhoria da saúde em países de baixa e média renda.
  • O argumento da indústria de que a tributação sobre as bebidas açucaradas gera perda de empregos e prejudica as famílias mais pobres é exagerado e não representa a realidade. De fato, consumidores vão comprar outros produtos e, de um modo geral, empregos não serão perdidos. O mais importante é que os pobres serão os mais beneficiados na saúde com a tributação.

 

Veja o estudo completo em inglês: http://actbr.org.br/uploads/arquivos/Health-Taxes-to-Save-Lives-Report.pdf

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No dia 9 de abril, aconteceu, na Faculdade de Medicina da Universiade de São Paulo (FMUSP), o quarto encontro do Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil (FórumDCNTs). A iniciativa, oficialmente lançada em outubro de 2017, conta com a participação de mais de 50 instituições da área de doenças crônicas não transmissíveis. Proposta pelo Public Health Institute (PHI), uma das maiores e mais tradicionais organizações sem fins lucrativos na área de saúde pública, dos EUA, tem entre seus parceiros fundadores a Medtronic Foundation, o CIES Global, a Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (AHF) e a ADJ Diabetes Brasil. Por valorizar a intersetorialidade, além do engajamento das principais empresas da área da saúde, conta com a participação ativa do Ministério da Saúde e de representantes de Secretarias Estaduais e Municipais da Saúde desde seu primeiro encontro.


Em seu quarto encontro, destacou-se o lançamento em primeira mão do Relatório da Sociedade Civil sobre a Evolução dos Indicadores de Prevalência dos Principais Fatores de Risco e de Proteção das DCNTs no Brasil. Liderado pela ACT Promoção à Saúde, com apoio da NCD Alliance, permitiu a atualização dos participantes do FórumDCNTs com dados que apontam áreas de melhoria e outras de grande preocupação, entre os anos de 2011 e 2017:

  • redução da proporção de adultos fumentes (de 14,8% para 10,1%)*
  • aumento do percentual de adultos que realiza atividade física no lazer (de 30,3% para 37%)
  • crescimento na prevalência de sobrepeso (48,5% para 54%) e de obesidade (de 15,8% para 18,9%)
  • aumento no consumo abusivo de álcool (de 17% para 19,1%)
  • redução do consumo regular de refrigerantes (de 29,8% para 14,6%)

*porém com estabilização dessa queda nos últimos anos (2015: 10,4%, 2016: 10,2% e 2017: 10,1%).

Segundo a Sra. Mônica Andreis, Diretora Executiva da ACT Promoção à Saúde, "a sociedade civil precisa estar sempre atenta e engajada para podermos continuar avançando, e decisões legislativas e regulatórias não levem a perdas no que já foi alcançado, mas sim a avanços que protejam a sociedade". A mesma entidade apresentou durante o evento suas ações quanto à taxação de alimentos supreprocessados e rotulagem frontal que possa informar melhor a população sobre nutrientes potencialmente danos presentes nos alimentos industrializados, conforme já adotado em outros países.

Outro destaque foi a apresentação do Programa Cities Changing Diabetes por seu Diretor Global, Steffen Nielsen. O programa, já presente em 19 cidades nos diferentes continentes, tem como meta "entortar a curva" (para baixo), ou melhor, lentificar o aumento da prevalência de diabetes no mundo e, ao mesmo tempo, melhorar o acesso ao tratamento e os indicadores de qualidade de vida de quem tem diabetes, assim como aumentar a porcentagem de pessoas dentro da meta de glicemia e, com isso, a prevenção de complicações. Com mais de 100 parceiros pelo mundo, o programa é construído sobre uma simples e eficaz plataforma de sustentabilidade, na qual o governo da cidade onde é implementado atua como o principal parceiro local e identifica demais parcerios implementadores. A empresa Novo Nordisk, por sua vez, além de engajá-los na rede do programa, arca com os custos de avaliação e monitoramento em cada uma das cidades. Com isso, diferente de outros programas, o Cities Changing Diabetes não tem data de fim, os governos que o implementam têm liberdade para continuar indefinidamente. Segundo o Sr. Nielsen, a ideia é expandir o programa para um total de 50 cidades pelo mundo.

O quarto encontro do FórumDCNTs permitu, ainda, que cinco diferentes grupos de trabalho se encontrassem para avaliar onde chegaram desde o terceiro encontro e definir novas estratégias e próximos passos:

  • grupo 1 realinhou com a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo e CIES Global os planos para detecção e encaminhamento de casos de hipercolesterolemia familiar;
  • grupo 2 definiu a colaboração entre regiões para aperfeiçoamento de programas para cuidados de diabetes e hipertensão, como o HealthRise, HeartRescue e Better Hearts Better Cities;
  • grupo 3, liderado pelo movimento Todos Juntos Contra o Câncer e com a participação das entidas Abrale/Abrasta, Instituto Desiderata e Oncoguia, mapeou o caminho e dificuldades da pessoa com câncer no SUS e planeja, a partir de agora, desenhar um modelo com recomendações de melhorias baseadas em benchmarks;
  • grupo 4 está desenvolvendo uma estratégia mais ampla para educar a população sobre Alimentação Saudável e avançar com as pautas de taxação de bebidas açucaradas e rotulagem frontal; 
  • grupo 5, sobre prevenção de DCNTS, que já vinha amarrando colaborações entre os projetos do Agita-SP, da Vital Strategies e o projeto KiDS, focando na saúde de crianças e adolescentes, optou por unir esforços através do tema transversal: saúde mental.

Apresentações de destaque incluiram o Dr. Victor Matsudo, fundador do movimento global Agita Mundo, que mostrou o impacto direto da redução do sedentarismo sobre a saúde e prevenção de doença cardiovascular em cidades do interiro de São Paulo e destacou a nova orientação da OMS, todo passo conta; o Dr. Edson Amaro revelou o potencial do big-data para a elaboração de modelos preditivos que serão úteis tanto para o planejamento da saúde pública, quanto para a orientação de cada pessoa individualmente; e a Sra. Ingrid Krasnow que destacou o exemplo de Berkeley onde a mídia foi engajada e, apesar da campanha da indústria de bebidas açucaradas contra a taxação, os stakeholders foram apropriadamente informados e a população estava munida de argumentos consitente, o que levou à elaboração da política responsável por reduzir em 20% o consumo dessas bebidas na cidade. 

Após esse dia de intenso trabalho e aprendizagem com grandes líderes e autoridades na área, que lideram alguns dos principais programas para prevenção e tratamento de DCNTs no Brasil e exterior, o FórumDCNTs continua suas atividades através deNotícias, +Recursos, Oportunidades para Percerias, Cases de Sucesso, Newsletters e Webinars até o próximo encontro presencial, em outubro de 2019. E não perca as fotos e vídeos deste e dos encontros anteriores.

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O objetivo é prevenir e melhorar os cuidados às DCNTs no Brasil por meio de parcerias intersetoriais

No dia 9 de abril, acontece, em São Paulo, o quarto encontro do Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil (FórumDCNTs). A iniciativa é coliderada pelo Public Health Institute (PHI), uma das maiores e mais tradicionais organizações sem fins lucrativos, na área de saúde pública, dos EUA. No Brasil, a proposta é criar uma rede de competências que estimule a criação de parcerias intersetoriais e apoie a formulação e implementação de soluções sustentáveis, adaptadas às necessidades do país.

Com uma agenda intensa, que inclui grupos de trabalho e a apresentação de cases brasileiros e de várias partes do mundo – o quarto encontro do FórumDCNTs acontece nesta terça-feira, em São Paulo, com a participação de líderes e autoridades dos setores público, privado, academia e principais organizações não governamentais engajados no combate e na prevenção das DCNTs.

Apesar dos avanços obtidos nas últimas décadas, graças ao arsenal terapêutico, aos sistemas de controle desenvolvidos e às campanhas públicas de conscientização, seis das dez principais causas de morte no mundo continuam relacionadas às DCNTs, de acordo com dados da OMS (1). A cardiopatia isquêmica e o acidente vascular cerebral estão no topo da lista há quinze anos e foram responsáveis por mais de 15 milhões de óbitos em 2016, enquanto o diabetes – que não aparecia em 2000 – ocupa o 7º lugar neste ranking.

No Brasil, as DCNTs respondem por mais de 72% das mortes. O compromisso firmado pelo Brasil na ONU visa reduzir em um terço, até 2030, a mortalidade precoce (pessoas com menos de 70 anos de idade) por DCNTs, incluindo doença cardiovascular, pulmonar crônica, diabetes, câncer e doenças mentais. Durante o quarto encontro, será lançado em primeira mão o Relatório Sombra sobre o Plano de Ação do Ministério da Saúde para Enfrentamento das DCNTs, onde estão avaliados os progressos e desafios nacionais para que o Brasil atinja sua meta.

Considerando que as DCNTs são em grande parte consequência de fatores de risco modificáveis, é essencial não diminuir a vigilância nas principais frentes: assegurar o diagnóstico oportuno e controle das principais morbidades; manter a população informada sobre as causas e comprometida com a prevenção e adoção de hábitos saudáveis; estimular a integração de estratégias e o acompanhamento dos avanços obtidos em toda a cadeia da saúde.

Mark Barone, diretor técnico do Instituto de Saúde Pública do Brasil (PHI-Brasil), resume os fundamentos e a ambição que inspiraram a criação desse Fórum: “compartilhar iniciativas intersetoriais que deram certo, facilitar o diálogo e a colaboração entre os diferentes setores, mas, principalmente, construir um espaço em que se possa somar expertises e construir parcerias que tragam mudanças reais e duradouras para os desafios impostos pelas DCNTs”.

 (1)https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5638:10-principais-causas-de-morte-no-mundo&Itemid=0

 

Sobre o PHI:

O PUBLIC HEALTH INSTITUTE (PHI) é uma das principais organizações sem fins lucrativos, na área de saúde pública, nos Estados Unidos. Com mais de 50 anos de existência e atuação em mais de 25 países, desenvolve atividades ligadas à saúde, ao bem-estar e à qualidade de vida.

Entre as prioridades do PHI, estão a pesquisa, a disseminação de conhecimento, o empoderamento de lideranças e a promoção de parcerias que fortaleçam políticas, programas e práticas inovadoras em saúde pública.

Saiba mais em www.phi.org

 

Sobre o Fórum:

Desde a sua criação em 2017, o FórumDCNTs já realizou três encontros presenciais no Brasil, sempre com a orientação de comitês organizadores e consultivos locais, constituídos por líderes de organizações públicas, privadas e sem fins lucrativos.

Com um público médio de 50 participantes por encontro, o FórumDCNTs tem facilitado o codesenvolvimento de soluções e a contínua interação entre seus membros por meio de plataformas digitais, com cases de sucesso e oportunidades de parcerias e financiamentos, seminários e workshops, além de boletim mensal com atualizações nacionais e globais sobre as DCNTs.

Serviço:

4º Encontro do Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil – Doenças Crônicas Não Transmissíveis

www.ForumDCNTs.org   @ForumDCNTs   #ForumDCNTs

Mais informações:

Lucas Xavier (11) 95789-6575, forumdcnts@gmail.com 

 

Realização e Parceiros

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