Taxas de mortalidade por câncer entre mulheres

De uma maneira geral, dentre os cânceres, o de mama é o que mais mata as mulheres em todas as regiões, com exceção da região Norte, onde a primeira causa de morte por câncer no público feminino foi o de colo de útero e apresenta taxa de mortalidade crescente desde 2010. O Estado do Amazonas apresentou o maior índice da região (e do país) em 2014, onde cerca de 15 a cada 100.000 mulheres morreram em decorrência de neoplasia maligna, enquanto que em São Paulo (estado com a menor mortalidade), a taxa foi de cerca de 3 mulheres a cada 100.000 (2).

Na região Nordeste, o câncer de colo de útero era o segundo que mais matava as mulheres, sendo ultrapassado, em 2010, pelos cânceres do sistema respiratório (pulmão, traqueia e brônquios), que apresentam taxa crescente significativa.

Já na região Sudeste, o câncer de mama é isoladamente o câncer que mais mata. Porém, outros dois tipos praticamente empatam na segunda posição, são eles: câncer de cólon e reto e os cânceres do aparelho respiratório. Até 2005, a segunda causa de morte por câncer era o de cólon e reto, sendo superado pelo câncer respiratório, voltando à segunda posição em 2009 e, a partir de então, superado novamente pelos do aparelho respiratório.

Na região Sul, semelhante ao Sudeste, o câncer que mais mata mulheres é o câncer de mama, porém, as mortes pelos cânceres do aparelho respiratório apresentam forte tendência de crescimento e se aproximam cada vez mais da mortalidade por mama.

Nas regiões mais desenvolvidas como Sul e Sudeste, o câncer de colo de útero (doença que pode ser prevenida se detectada ainda em fase de lesão anterior a malignidade) apresenta taxa de mortalidade bem abaixo das demais regiões, o que pode indicar o melhor acesso das mulheres ao exame Papanicolau (que detecta lesões precoces do câncer), pois, em média, mais de 80% da população alvo desses estados realizaram esse exame nos últimos 3 anos.

Nas regiões mais desenvolvidas como Sul e Sudeste, o câncer de colo de útero (doença que pode ser prevenida se detectada ainda em fase de lesão anterior a malignidade) apresenta taxa de mortalidade bem abaixo das demais regiões, o que pode indicar o melhor acesso das mulheres ao exame Papanicolau (que detecta lesões precoces do câncer), pois, em média, mais de 80% da população alvo desses estados realizaram esse exame nos últimos 3 anos (2).

Conclusões

Apesar das diversas campanhas de conscientização para o diagnóstico precoce do câncer de mama, a mortalidade ainda mostra tendência de crescimento em todas as regiões.

As campanhas contra o tabagismo só têm tido impacto no público masculino, pois a mortalidade dos cânceres do sistema respiratório (em especial pulmão) nas mulheres está aumentando em um número bem maior do que nos homens. No público masculino, no entanto, a mortalidade não diminuiu, mas o aumento não foi tão acelerado.

O câncer de próstata ainda causa grande impacto na mortalidade entre homens, apesar de ser um câncer com bom prognóstico se detectado precocemente. Esse fato pode estar associado à falta de cuidado que o homem tem com a sua saúde, preconceito com os exames preventivos e falta de informação.

Por fim, este estudo possibilita analisar as particularidades da mortalidade por câncer nas diferentes regiões, evidenciando que cada uma delas tem as suas próprias características e que precisam ser levadas em consideração para possíveis aplicações de políticas públicas de saúde regionais. Em linhas gerais, o risco de morrer por câncer é maior no Sul e Sudeste, regiões mais desenvolvidas economicamente. Porém, encontrar fundamentos para as diferenças regionais para os tipos específicos de câncer não é uma tarefa simples, há que se fazer um levantamento minucioso de fatores de risco associados a questões culturais e, até mesmo, sociais.